Liderança Situacional: a habilidade prática que transforma gestores em líderes
Um dos erros mais comuns na liderança é tratar todos da mesma forma como se experiência, maturidade e motivação fossem iguais para todos. E é exatamente aí que muitos gestores perdem engajamento, resultado e autoridade.
Liderar pessoas não é repetir um estilo.
Liderar pessoas é ajustar comportamento, linguagem e postura conforme o momento, a tarefa e o nível de maturidade de quem está à sua frente.
É exatamente esse o coração da Liderança Situacional, desenvolvida por Paul Hersey e Ken Blanchard.
A proposta é simples, porém profunda:
👉 não existe um único estilo de liderança eficaz.
Existe o estilo certo para a pessoa certa, na hora certa.
E é isso que separa chefes operacionais de líderes que constroem resultados sustentáveis.
Por que a Liderança Situacional funciona tão bem?
Porque pessoas não são estáticas.
Elas evoluem, travam, oscilam, amadurecem, se desmotivam e se reinventam.
Um mesmo profissional pode:
-
ser iniciante em uma tarefa e especialista em outra
-
ter competência técnica, mas baixa confiança
-
estar altamente engajado hoje e desmotivado amanhã
Quando o líder insiste em tratar todos da mesma forma, ele cria ruído, resistência e queda de desempenho.
A Liderança Situacional resolve isso ao colocar o foco no liderado e na tarefa, não no ego do líder.
O modelo na prática: dois eixos que mudam tudo
Toda decisão de liderança passa por dois comportamentos-chave:
1. Comportamento de Tarefa: Quanto o líder precisa orientar, estruturar, explicar e direcionar.
2. Comportamento de Relacionamento: Quanto o líder precisa apoiar, escutar, motivar e encorajar.

Fonte: Elaboração própria com auxílio de inteligência artificial (2024), adaptado de Hersey e Blanchard (1969).
Os quatro estilos de liderança situacional
S1 – Direcionar
Alta tarefa, baixo relacionamento. Aqui o líder diz exatamente o que deve ser feito, como e quando.
Não há espaço para ambiguidade.
Quando usar:
• novos colaboradores
• pessoas sem experiência na tarefa
• situações críticas ou de risco
Exemplo prático: Um novo vendedor entra na equipe. O líder fornece roteiro, metas claras, rotina diária e acompanhamento próximo.
Linguagem típica: “Faça assim. Primeiro isso, depois aquilo.”
S2 – Orientar / Treinar / Coaching
Alta tarefa, alto relacionamento.
O líder continua direcionando, mas agora explica o porquê, ensina e motiva.
Há foco em aprendizado e desenvolvimento.
Quando usar:
• pessoas que já executam, mas ainda erram
• profissionais inseguros ou inconsistentes
Exemplo: Um colaborador conhece o processo, mas ainda não domina. O líder orienta, corrige e reforça confiança.
Linguagem típica: “O caminho é esse, e você é capaz. Vamos ajustar juntos.”
S3 – Apoiar
Baixa tarefa, alto relacionamento.
Aqui o problema não é técnico, é emocional ou motivacional.
O líder ouve mais do que fala e devolve protagonismo.
Quando usar:
• profissionais competentes, porém desmotivados
• quedas de desempenho por fatores emocionais
Exemplo: Um funcionário experiente perde engajamento após conflitos internos. O líder envolve, escuta e constrói soluções em conjunto.
Linguagem típica: “O que você acha que seria a melhor decisão?”
S4 – Delegar
Baixa tarefa, baixo relacionamento. Autonomia quase total. O líder confia e acompanha apenas pontos-chave.
Quando usar:
• profissionais maduros
• alto nível de competência e comprometimento
Exemplo: Um gestor sênior conduz um projeto estratégico com liberdade e responsabilidade.
Linguagem típica: “Confio em você. Me atualize nos marcos principais.”
O ponto mais importante: maturidade do liderado
Maturidade não é idade nem cargo.
É a combinação de capacidade e comprometimento para aquela tarefa específica.
| Nível | Capacidade | Comprometimento | Estilo |
|---|---|---|---|
| M1 | Baixa | Variável | S1 |
| M2 | Média | Instável | S2 |
| M3 | Alta | Instável | S3 |
| M4 | Alta | Alta | S4 |
Um erro clássico é delegar para quem ainda não está pronto ou controlar quem já evoluiu.
Como desenvolver a habilidade de Liderança Situacional
Essa não é uma habilidade teórica. É prática, treinável e estratégica.
1. Aprenda a diagnosticar rapidamente
Antes de liderar, responda mentalmente:
-
essa pessoa sabe fazer?
-
essa pessoa quer fazer?
As respostas indicam o estilo correto.
2. Abandone o “meu estilo é assim”
Líderes eficazes não têm estilo fixo. Eles têm flexibilidade comportamental.
3. Ajuste sua linguagem
A forma como você fala entrega seu estilo de liderança.
Líderes situacionais adaptam discurso, não apenas decisões.
4. Evolua seu estilo conforme a pessoa evolui
Se o colaborador cresce e você continua controlando, você vira gargalo.
5. Desenvolva inteligência emocional
Muitas quedas de desempenho não são técnicas.
São emocionais. E o líder situacional sabe diferenciar isso.
Os erros que mais sabotam líderes
• usar direção excessiva com profissionais maduros
• delegar cedo demais para iniciantes
• confundir autonomia com abandono
• liderar pelo conforto pessoal, não pela necessidade da equipe
O impacto real no dia a dia
Quando aplicada corretamente, a Liderança Situacional:
-
acelera o desenvolvimento das pessoas
-
reduz conflitos e retrabalho
-
aumenta engajamento e autonomia
-
forma novos líderes dentro da equipe
Ela não é um conceito bonito. É uma ferramenta concreta de alta performance.
Grandes líderes não lideram no automático. Eles observam, ajustam e evoluem junto com as pessoas.
Liderar é adaptar. Liderar é ler o contexto. Liderar é desenvolver o outro sem perder o foco no resultado.
👉 Você sabe qual estilo de liderança mais usa hoje?
👉 E qual sua equipe realmente precisa de você agora?
Se você quer desenvolver essa habilidade de forma prática, aplicada à sua realidade, seja em empresas, vendas, educação ou liderança executiva, acompanhe os próximos conteúdos aqui ou entre em contato para treinamentos e mentorias personalizadas em liderança e desenvolvimento humano.
Liderança não é cargo. É competência.
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